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Analista que acertou em cheio a recente queda do Bitcoin diz que haverá mais correção

"Depois de definir um novo ATH, é provável que se espere um ligeiro recuo de curto prazo no preço do Bitcoin", disse em outubro analista que acertou em cheio a recente queda no Bitcoin



A recente queda no preço do Bitcoin (BTC) pegou o mercado de criptoativos de surpresa já que a imensa maioria dos traders e analistas previam um caminho sem muitos obstáculos até US$ 100 mil.


No entanto, o analista Mikkel Morch, Diretor Executivo e Gestão de Risco da ARK36, já destacava em outubro que o BTC ia corrigir (experimentar queda) antes mesmo de passar de US$ 70 mil.


Na época a SEC havia acabado de aprovar o primeiro ETF de Bitcoin da história do mercado e todos os analistas já apontavam que a próxima parada seria só em US$ 100 mil, mas Morch discordou e além de não acreditar no valor ainda pontuou que ao invés de subir o BTC ia cair.


"De qualquer forma, é importante notar que o preço passou de US$ 40 mil para US$ 60 em uma linha quase reta e seria natural que o Bitcoin parasse para respirar depois de uma corrida tão longa. Portanto, depois de definir um novo ATH, é provável que se espere um ligeiro recuo de curto prazo", cravou na época.


De fato, depois de renovar sua máxima histórica, como visto agora, o BTC recuou. Porém Morch ainda não acredita que a queda de 8% a 12%, embora definida por ele como normal, irá cessar nos níveis atuais.


“Mais uma vez, o Bitcoin fez o que faz de melhor - desafiar as expectativas. Essa queda de preço pode parecer decepcionante ou mesmo preocupante, dada a onda de entusiasmo que os mercados experimentaram na semana passada. No entanto, é vital lembrar que uma redução de 8% é considerada um movimento normal do mercado nos mercados de criptomoedas", disse.


Segundo ele, o Bitcoin vem sofrendo uma pressão negativa que pode ter sido 'mascarada' pelo FUD otimista e, portanto, agora que as máscaras começam a cair, uma queda ainda maior pode estar nas cartas.


"É verdade, no entanto, que o Bitcoin está sofrendo alguma pressão negativa das condições macroeconômicas, incluindo o fortalecimento do índice do dólar, de modo que os investidores podem esperar mais volatilidade e uma correção mais profunda no curto prazo", disse.


Contudo, para ele, isso não muda a estrutura geral do mercado que continua altista, porém para o médio e longo prazo.


"No momento, a estrutura geral de alta do mercado permanece praticamente intacta. Na verdade, uma queda repentina de preço resulta em um abalo de alavancagem que contribui para um mercado mais saudável e melhor configurado para uma continuação da tendência de alta no médio prazo", finaliza.


Martha Reyes, chefe de pesquisa da BEQUANT, discorda de Morch e acredita que as políticas americanas ainda vão pressionar as empresas e afetar os consumidores que na outra ponta vão correr para o BTC.


“O Bitcoin subiu 50% nos últimos dois meses. Este rali foi sobrecarregado com a impressão do IPC mais alto do que o esperado nos EUA e agora estamos em uma fase de reavaliação. No entanto, as taxas reais permanecem perto de mínimos históricos e a inflação deve acelerar, como visto pelo aumento nos rendimentos de curto prazo. No quarto trimestre, as empresas repassarão mais seus custos aos consumidores no contexto de forte demanda. A busca por rendimento continuará inabalável e, portanto, vemos um bom suporte para BTC a 60k”, destacou.


Fonte: Cointelegraph

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