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Bitcoin bate US$ 46 mil antes de vencimento de US$ 6 bi em opções

Grande parte das opções que vencem amanhã dá aos compradores o direito de vender Bitcoin a US$ 48 mil, indicando pessimismo no mercado.



O vencimento de US$ 6 bilhões em contratos de opções parece ser o principal catalisador de um final de ano decepcionante para o Bitcoin (BTC). Com apenas dois dias pela frente, a criptomoeda aumenta as chances de encerrar 2021 abaixo do patamar psicológico de US$ 50 mil. Após bater US$ 46.224 durante madrugada, a moeda digital é negociada nesta manhã a US$ 46.855, queda de 2,4% em 24 horas.


Segundo dados da ferramenta Skew, existem 129.800 contratos de opções com vencimento na próxima sexta-feira (31), sendo grande parte de contratos de venda (put), geralmente adquiridos por investidores que creem em uma provável queda de preços. Apenas na corretora de derivativos Deribit, 46 mil puts de Bitcoin vencem amanhã.


Puts são opções que dão o direito de vender um ativo (no caso o Bitcoin) por um preço predeterminado em uma data combinada. Em muitos casos, elas são adquiridas para proteção (hedge). No vencimento de amanhã, a maioria das puts tem preço alvo em US$ 48 mil, o que significa que os compradores poderão vender BTC por esse preço e obter lucro imediato se a criptomoeda estiver valendo menos no mercado.


Segundo a Deribit, opções de compra (call) com alvos acima de US$ 50 mil começam a aumentar apenas para janeiro. Isso quer dizer, portanto, que muitos investidores acreditam que os preços só começarão a se recuperar no início de 2022, e querem garantir que poderão adquirir o máximo de BTC possível por menos de US$ 60 mil caso a alta realmente venha.


O vencimento de opções ocorre tipicamente na última sexta-feira do mês e costuma trazer forte volatilidade que não impacta apenas no Bitcoin, mas também nas demais criptomoedas. Diversas altcoins apresentam desempenho pior do que o BTC nesta manhã, com o Ethereum (ETH) caindo 3,4%, para US$ 3.693, e a Binance Coin (BNB) recuando 4,1%, para US$ 518.


Entre as 10 maiores, a pior é a Cardano (ADA), que chegou a bater US$ 1,30 nesta madrugada e opera em queda de 6%. O projeto é criticado pela falta de novidades concretas após o lançamento do suporte para contratos inteligentes, principalmente depois da ascensão de rivais mais sólidos, como Terra (LUNA) e Avalanche (AVAX).


Os investidores institucionais são apontados como prováveis catalisadores da baixa em dezembro, a maior até aqui desde maio. Eles estariam realizando lucros e até fechando posições no prejuízo para mover capital para produtos menos arriscados, em movimento de cautela frente à redução dos estímulos de bancos centrais dos EUA e da Europa a partir do ano que vem.


Em efeito cascata, o comportamento do investidor de varejo também está em baixa. Segundo dados do Google, as buscas por “bitcoin” estão no menor nível do ano, indicando pouco interesse do usuário comum nesta classe de ativos.


Por outro lado, o dia não é só de perdas. A Near (NEAR), por exemplo, sobe 12,6% dígitos em meio a um evento para desenvolvedores que parece ter animado a comunidade. Na semana, o ativo acumula alta de 40%. Já a Algorand (ALGO) sobe 10% após o lançamento de uma nova plataforma de empréstimos e rendimento com ALGO no ambiente de finanças descentralizadas (DeFi).


Fonte: InfoMoney

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