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Bitcoin cai 5% e ameaça perder sustentação após nova maré de más notícias no mercado

Alívio de preços durou pouco com criptos também reagindo ao cenário macro após queda nas bolsas dos EUA na sessão de ontem.



Se ontem o Bitcoin (BTC) viu algum respiro após investidores aparentemente ignorarem o calote multimilionário do hedge fund Three Arrows Capital, o preço da criptomoeda volta a ceder nesta quarta-feira (29) após uma nova leva de notícias negativas no mercado. Às 7h10 de hoje, a moeda digital era negociada em queda de 4,9%, para US$ 20.088, ameaçando a sustentação na região dos US$ 20 mil e reforçando projeções de que novas mínimas ainda podem estar por vir.


O CEO da exchange de futuros cripto CoinFLEX acusou o investidor Roger Ver, principal apoiador do Bitcoin Cash (BCH), de dever US$ 47 milhões à empresa. Ver negou, afirmando via Twitter que “alguns rumores estão se espalhando” e que, na verdade, a “contraparte” era quem lhe deveria “uma quantia substancial de dinheiro”.


A saúde de empresas do setor segue preocupando e, embora a corretora OKX tenha anunciado aumento de 30% nas contratações, a maioria segue demitindo. Espera-se que a Huobi, uma das maiores exchanges do mundo, demita cerca de 300 pessoas nos próximos dias, cortando 30% do quadro de funcionários.


Já em entrevista à Forbes, o bilionário americano Sam Bankman-Fried, CEO da exchange FTX e da empresa de trading Alameda, afirmou que “existem algumas exchanges de terceiro escalão que estão secretamente insolventes”.


Bankman-Fried, que vem liderando esforços de resgate a projetos cripto fornecendo-lhes linhas de crédito em meio à queda nos mercados, apontou, sem citar nomes, que algumas empresas não podem mais ser salvas por terem dívidas demais ou por questões regulatórias.


O mercado também reage novamente ao cenário macroeconômico após Dow Jones, S&P 500 e Nasdaq recuarem 1,56%, 2,01% e 2,98%, respectivamente, na sessão de ontem enquanto investidores continuam a se posicionar com cautela, aguardando a publicação do índice de preços para gastos com consumo (PCE, na sigla em inglês), principal índice de inflação do país, marcado para sair na sexta.


“Estes são tempos extremamente ansiosos nos mercados, então as comemorações não duraram muito”, avalia o analista sênior de mercado da Oanda, Craig Erlam.


A Chainlink (LINK), por exemplo, chegou a subir 8% ontem depois que a plataforma de negociação Robinhood anunciou a listagem do token. No entanto, o rali fracassou e o LINK fechou o dia em queda de 2,1%.


“Temo que mais notícias negativas possam vir nas próximas semanas e me pergunto como a comunidade reagirá dada a incapacidade de o Bitcoin obter tração acima de US$ 20 mil”, projeta Erlam, da Oanda.


Apesar do momento delicado, ao menos uma criptomoeda surpreende e sobe forte hoje: a TerraClassicUSD, antiga TerraUSD (UST) que colapsou em maio e tenta voltar a ter relevância no mercado. Apesar de ainda estar longe de atingir o patamar normal de US$ 1, o ativo registra alta de 150% nas últimas 24 horas, para US$ 0,07.


Fonte: InfoMoney

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