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Bitcoin se aproxima da “Cruz da Morte”

Média móvel de 50 dias aproxima-se da média móvel de 200 dias, mas a “Cruz da Morte”, sozinha, não é considerada tão boa para prever o futuro.



O Bitcoin (BTC) inicia a semana tentando esboçar uma reação após cair durante toda a última semana, se mantendo próximo da marca de US$ 42 mil, enquanto o mercado segue refletindo as preocupações sobre o cenário da economia americana ao tentar antecipar os próximos passos do Federal Reserve.


A maior criptomoeda do mundo se aproxima novamente da chamada “Cruz da Morte”, um indicador técnico registrado quando a média móvel de 50 dias cai abaixo da média móvel de 200 dias.


Esse padrão gráfico pode ser confirmado nos próximos dias conforme investidores avaliam os comentários do Fed dos últimos dias e suas sinalizações de uma retirada mais rápida de estímulos nos Estados Unidos, o que tende a ser negativo no curto prazo para o Bitcoin e outras moedas digitais.


No fim de semana, o Goldman Sachs divulgou relatório prevendo que o Fed aumentará as taxas de juros nos EUA pelo menos quatro vezes até o final de 2022, em comparação com a previsão anterior de três aumentos, segundo informações da Bloomberg. O banco de investimento também espera que o Fed reduza seu balanço patrimonial a partir de julho.


O Bitcoin atingiu sua máxima histórica em novembro do ano passado, em torno de US$ 69 mil e caiu quase 40% desde então. A criptomoeda caiu mais de 12% nos últimos sete dias até 9 de janeiro, registrando sua maior queda semanal desde o início de dezembro.


Apesar disso, a Cruz da Morte não é considerada, sozinha, um indicador tão bom para prever o futuro do mercado. Segundo uma pesquisa da Kraken, muitos desses movimentos, incluindo os vistos em 2014 e 2018, coincidiram com uma liquidação nos dias seguintes após a marca ser atingida.


Por outro lado, outros momentos em que a Cruz da Morte surgiu, como em junho de 2021, março de 2020 e outubro de 2019, não consolidaram uma queda de preços em seguida.


Nesta segunda-feira (10), o mercado como um todo tenta iniciar uma recuperação conforme diversos ativos sobem mais de 5% nas últimas 24 horas. Ainda assim, a maioria deles acumula perdas expressivas na variação de 7 dias.


É o caso de ativos como Oasis Network (ROSE), Zcash (ZEC), Kadena (KDA) e Near Protocol (NEAR). Já do lado negativo, diversas criptos estendem perdas, como Gnosis (GNO) e yearn.finance (YFI), incluindo ativos voltados para o metaverso, caso de The Sandbox (SAND) e Decentraland (MANA).


Fonte: InfoMoney

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