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Bitcoin segue mercados e desaba abaixo de US$ 55 mil

Temor por uma nova variante da Covid que atinge mercados tradicionais também abala o Bitcoin e segura tentativa de reação



O receio de uma variante do coronavírus mais perigosa que a Delta e o temor de uma possível nova onda de Covid-19 que abala os mercados no exterior atingiu em cheio também o Bitcoin (BTC) na madrugada desta sexta-feira (26).


O movimento começou ainda na noite de quinta (25). Por volta das 23h, pouco depois de ter ultrapassado US$ 59 mil, o preço da criptomoeda foi rapidamente a US$ 58.200 e, após leve tentativa de respiro, emendou horas seguidas de baixa até atingir a mínima de US$ 53.700 em algumas corretoras. As perdas desde a máxima de quinta passaram de 8% e a diferença para o topo histórico de cerca de US$ 69 mil já alcança aproximadamente 21%.


A queda que acompanha as bolsas asiáticas também se alimenta do vencimento de opções que ocorreu na sexta, momento comumente marcado por grande volatilidade. Contratos de opções em exchanges desregulamentadas somavam quase US$ 3 bilhões e beneficiaram os mais pessimistas que já haviam apostado que o preço do Bitcoin se manteria abaixo de US$ 58 mil.


Os preços de demais criptomoedas também despencaram na manhã de sexta, com destaque para ativos que vinham em forte alta nos últimos dias, como Crypto.com Coin (CRO), Enjin Coin (ENJ) e Decentraland (MANA), que cederam entre 17% e 20%.


As criptos com maior valor de mercado sofrem menos. O Ethereum (ETH) segue o ritmo do Bitcoin, negociado a 5,7% negativos, enquanto Solana (SOL) perde 8,1% e Polkadot (DOT) quase 10%. A Cardano (ADA), que já vinha com mau desempenho desde que a plataforma eToro anunciou sua remoção citando preocupações regulatórias, caiu mais 6,3% no acumulado de 24 horas, para US$ 1,54.


Estatísticas de Bitcoin seguem em alta apesar do preço


Apesar do recuo nesta sexta, as estatísticas de uso da rede e indicadores sobre o comportamento de investidores seguem em alta, apoiando a tese de que a criptomoeda seguirá tendência de alta no longo prazo.


Segundo um levantamento da plataforma de inteligência de mercado Blockdata, a rede do Bitcoin já processa mais volume em dólares do que o PayPal. Em 2021, o BTC processou US$ 489 bilhões por trimestre, contra US$ 302 bilhões da principal carteira digital do mundo.


Atualmente, os números do Bitcoin respondem por cerca de 27% dos US$ 1,8 trilhão processados pela Mastercard por trimestre e 15% dos US$ 3,2 trilhões da Visa. No entanto, no ritmo atual de crescimento, especialistas da Blockdata projetam que a criptomoeda poderá assumir a posição da Mastercard em 2026.


Enquanto isso, o saldo da moeda digital em corretoras segue caindo e acaba de atingir a mínima de três anos. O comportamento, segundo analistas, costuma decorrer da atuação de investidores que adquirem o ativo no mercado e retiram das exchanges, indicando baixa propensão na liquidação no curto prazo e otimismo com a evolução de preços.


Fonte: InfoMoney

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