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Investidores em dúvida sobre a direção que o Bitcoin tomará nos próximos dias

A alavancagem pode ter acabado, mas o Bitcoin enfrenta uma batalha difícil e vários níveis de resistência potencial estão no caminho



No último sábado (4), o Bitcoin (BTC) experimentou uma queda de -25,8% em poucos minutos, saindo de US$ 56.484,26 para US$ 41.900. Nas horas seguintes, o preço estabilizou-se em cerca de US$ 49.152,47, ainda -12,9% abaixo da cotação inicial do dia.


A queda deveu-se majoritariamente à liquidação de posições alavancadas. Alavancagem refere-se a empréstimos tomados por investidores nas exchanges para especular sobre o preço de criptomoedas.


Se o preço não seguir a direção esperada por estes investidores, eles são liquidados e suas moedas oferecidas como colateral (garantia) são vendidas "a mercado", provocando queda intensa e instantânea no preço do bitcoin.


A desalavancagem gigante ocorrida no sábado, de mais de US$ 1,6 bilhões, retirou do mercado muitos investidores que visavam lucro no curto prazo. Entretanto, analistas da Midas Ventures, empresa brasileira que oferece um serviço de alertas para investidores, apontaram que:


1) A liquidação dos investidores alavancados reduziu a demanda (apetite para compra) por BTC, dado que muitas dessas pessoas perderam todo ou grande parte do capital.


2) Os investidores liquidados no sábado tiveram suas moedas compradas majoritariamente por investidores de longo prazo, conhecidos como Holders, efetivamente reduzindo a oferta de moedas no mercado.


3) O preço médio de compra (realized price) de todos os Bitcoins disponíveis no mercado é de US$ 21.250. Desses BTCs, mais de 2,2 milhões, 11,7% do total disponível, foram comprados a preços que variam entre US$ 55.000 e US$ 60.000.


A observação (1) deixa claro que o mercado perdeu um volume significativo de demanda, o que tem efeito negativo no preço do BTC.


A observação (2), por outro lado, mostra que as moedas tomadas no sábado dos investidores alavancados foram compradas por investidores de longo prazo. Estes, por sua vez, em tese não estão dispostos a vender tão cedo, tendo movido os ativos para carteiras frias. A consequência é uma redução na oferta de BTCs, o que tem efeito positivo no preço da criptomoeda.


Por fim, o ponto (3) nos mostra que o preço atual de mercado do BTC, de US$ 48.000, é mais de 2 vezes superior ao preço médio de compra das moedas. Isso deixa claro que há um enorme potencial para venda em massa de BTCs caso o sentimento do mercado continue flertando com o "medo extremo".


Cautelosos com relação ao que pode ocorrer nos próximos dias, muitos investidores podem optar por vender suas moedas e realizar perda, ou vendê-las tão logo as mesmas atinjam seus níveis de compra. É esperado, portanto, que exista uma forte pressão de venda por volta dos US$ 50.000, 50.500, 52.000, e assim em diante, criando diversas zonas de resistência para o crescimento do mercado.


Otimismo para o longo prazo


Embora não seja possível saber qual caminho será escolhido pelo mercado nos próximos dias, diversos analistas permanecem otimistas com relação à evolução do preço do Bitcoin no longo prazo.


O analista anônimo conhecido no Twitter como PlanB (@100trillionusd), criador do Stock-To-Flow (S2F), considerado o modelo mais preciso de previsão de preços do BTC, segue acreditando que o preço médio do Bitcoin do período que vai do último Halving até o próximo será de pelo menos US$ 100.000.


Michael Saylor, o bilionário fundador e CEO da MicroStrategy, acredita que “haverá volatilidade, mas me parece que agora temos o reconhecimento universal de que o mundo precisa de proteção contra a inflação”. E acrescentou que “se você tem bitcoin, não venda.”

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